Desaparecidos…

•6 Setembro 2008 • 7 Comentários

… um dia isso iria acontecer. O Namo não é bobo, se fosse, seria namo de outra pessoa e não meu. E temos aí uma bela chateação.

Esconder meu romance com a Clara seria fácil, mas não é de meu feitio. Ele teria de saber uma hora ou outra… Eu às vezes me pergunto se publicar essa história toda não foi uma desejo íntimo que eu tinha de fazê-lo saber indiretamente – Thanatos, me auxilie! Mas enfim…

O Namo foi a coisa mais sensível, mais doce, mais compreensiva e gentil que eu já vi quando foi tratar desse assunto comigo. Uma discrição à toda prova. Mas nem por isso ficou menos enciumado. Não tem geito (ou jeito, como quer o Mala Professor).

A Clara também, super compreensiva e fofa… Mas ela também é muito mais madura, muito meno criança que eu… E deve ter ficado de bode, evidentemente. Mesmo porque, eu não sou o único caso dela, ela também tem mais o que resolver. Não quero com isso dizer que ela não sente nada, é fria… Não, ela não é! Mas eu entendo que ela precise de um tempo pra si, que seu mundo não gire no meu eixo. Ela é decidida, é por isso que a amo.

Seja como for, tou me reestruturando com o Namo agora…

Lamento o tempo em que estive fora, mas foi preciso.

Sentimental, você continua minha madrinha!!!

Depois escrevo mais!

Brincando no Photoshop

•26 Agosto 2008 • 12 Comentários


Essas são as Beths by Beth… Tou louca pra fazer a Clara by Beth, mas quero tirar as fotos pessoalmente, tão logo eu vá até a terra dela, o que, se eu der uma sorte, acontece esse mês que entra (era pra eu ir nesse finde, mas pro questões burocratico-familiares, tive de adiar…)

Do Ciúme

•25 Agosto 2008 • 7 Comentários

Existem sentimentos que não são considerados muito nobres pelo senso comum. No entanto, não me parece bom viver sem eles. Ambição é um – sem querer mais, você não tem ânimo pra nada –, ira é outro – sem um pouco dele, por menos que seja, não se tem uma revolva e sem revolta nenhuma, você cai na resignação com facilidade, o que não é sempre uma coisa boa, segundo a minha concepção.

Tem mesmo uma porção de sentimentos assim e não vou elencá-los exaustivamente.

Acontece que ciúme não é um deles. Ciúme definitivamente não é um deles. Francamente, não vejo nada de positivo em ciúme. Ele, na melhor das hipóteses, enche muito o saco. Você fica numa situação muito peculiar e bastante estúpida de querer e não querer ser traído ao mesmo tempo. Quer ser traído sim, porque vive procurando vestígios de traição, vive vendo situações que muitas vezes não existe, vive achando duplos – ou triplos – significados em bilhetes, ligações, etc. E algum artifício psicológico te faz desejar encontrar provas da traição porque não encontrar nada te tornaria num ser muito ridículo, até aos seus próprios olhos. Você quer encontrar prova da traição pra não se diminuir perante os olhos do outro e perante os seus próprios. Em contrapartida, você não quer encontrar nada, porque a certeza te faria sofrer imensamente e ninguém quer sofrer – pelos menos os não-masoquistas. Então, a vida de um ciumento é essa neurose, essa oscilação, essa flutuação de ânimo constante.

Isso tudo sem falar na questão do relacionamento que vai se deteriorando com base na desconfiança. Caçar vestígios de traição é chamar o outro de mentiroso… E não é nada bom ser chamado de mentiroso, mesmo quando se é.

O ciumento quer a posse exclusiva do outro, tanto do corpo quanto da mente, da atenção. Quando, por exemplo, uma mulher não quer que o maridão saia com os amigos, pode até alegar que é porque esses são xavequeiros e vão induzir o cara a xavecar também. Mas nada! A verdade é que ela não quer dividir o cara com ninguém, nem física e nem psicologicamente. O ciumento tolhe a liberdade de ir e vir… Tolhe toda a liberdade individual, pra falar a verdade. Sua melhor arma é o amor que o outro tem por ele: se me ama, não vai fazer X.

Eu posso dizer com toda segurança que não sou uma mulher ciumenta. Nem um pouco. Já tive meu momento de ciúme nessa vida, uma única vez. Esse ciúme levou à morte minha filha ainda não nascida e poderia ter me levado também: vi o cretino que gerou, na época um noivo, beijando outra, não só na minha frente como também na frente de toda a minha faculdade. Eu estava no quarto mês de gravidez… Tive um quase surto psicótico e sofri um aborto espontâneo menos de uma semana depois.

Depois desse dia, jurei a mim mesma: ciúme, nunca mais!

Apesar disso, muita gente ciumenta cruzou meu caminho sentimental. Mas isso é matéria pra outra postagem.

= = =

O que mais amo na Clara é o fato de ela saber (e ter me dito isso mesmo antes de estarmos envolvidas sexualmente) que duas pessoas na vida de uma não vêm a concorrer, mas a se completarem e que o amor tem milhares de caras, sendo que cada pessoa desperta uma diferente. Você é demais, Clara!

Um retrato de rapaz…

•22 Agosto 2008 • 4 Comentários

Porque no blog de uma mocinha bi, não podia faltar, né…

Esse é o Namo. Não é lindinho?

“Clara, cara, rara, dona de mim…”

•20 Agosto 2008 • 11 Comentários

Hoje a Clara estava triste, mas triste de não ter geito e não tinha um puto pra ir-se embora pra Pasárgada! Eu não sabia o que fazer quando a ouvi tão tristinha no telefone. Meu coração estralou… Ela tá cheia de problemas com os quais eu não posso ajudá-la… Daí, fiquei me imaginando fazendo umas loucuras, indo até as ensolaradas terras em que ela vive, colocando ela nas costas e trazendo pra minha terra pra casar logo!

So que tem o Namo, que é muito fofinho e gostoso… Então, no meu delírio, casávamos os três: a Clara, a Beth e o Namo. De quebra, trazíamos o moleque da Clara, o Clarinho pra morar com a gente. Nossa, seria a vida mais bonita que alguém podia ter…

Mas aí é que tá a treta: o Namo não sabe da Clara (não sabe nem da Beth) e morre de mágoa se souber… O Clarinho não sabe da Beth (não sabe nem da Clara) e não sei como seria se soubesse. Enfim… Mil coisas…

O amor é a coisa mais simples do mundo: você gosta da conversa e do corpo de alguém, rola uma recíproca e pronto… Mas não! Tem um milhão e tanto de questões sociais que vêm a complicar tudo… TUDO!!!

Eu vou falar na cara-dura e sem medo, porque acho que ela já sabe: eu AMO a Clara! E eu AMO o Namo… Ninguém excui nada, eles se completam.

Eu queria os dois dormindo sobre meus seios… Por muito tempo. Agora uma outra letrinha, pra ela:

Mãe do céu, roda gigante
Carrossel de prata,
noiva deslumbrada….
Enfermeira, freira, santa
Mariposa branca e dona de mim

Selo de nossa senhora,
Perdi meu cabelo num espelho assim
Clara, cara, rara, dona de mim

O Meme dos pelados

•20 Agosto 2008 • 15 Comentários

Tudo bem, eu já havia ficado pelada sem ninguém convidar.

No entanto, o L. me chamou pra brincadeira do meme dos pelados e não pude resistir. Sou pelada por vocação. E tou com uns planos bem malvadinhos…


Tou querendo ir até uma das avenidas mais famosas do Brasil só de sobretudo, sem nada embaixo…

... e esse é o lacinho branco do meu corpete...

… me encostar no beiral do canteiro central, sob o qual há um túnel…

… e abrir a roupa quando o sinal estiver aberto pra tirar uma foto assim: os carros correndo e eu peladona, no meio da avenida… Foto rápida, pra se sair correndo logo em seguida, protegida pelo namorado… Hahaha! Vai ser divertido.
Melhor que isso, só se a Clara estivesse pelada, me beijando, tirando a foto junto… Nossa, que tesão!

Sobre o meu meme, como eu já estive totalmente pelada anteriormente, escolhi uma mais vestidinhas… Uma das minhas unhas vermelhas, uma do lacinho do meu corpete preferido e uma P&B, o estilo que eu mais curto. Fico devendo uma adição mais apurada.

Musiquinha que eu queria dançar junto dela

•19 Agosto 2008 • 14 Comentários

Eu ontem ouvi essa música e me imaginei dançando com ela, bem juntinha, bem coladinha, e ela requbrando um pouco aquela bunda linda que ela tem, enquanto eu repetia a letra bem gemidinha no pé do ouvido dela…

Heroes
“I
I will be king
And you
You will be queen
Though nothing
Will drive them away
We can be Heroes
Just for one day
We can be us
Just for one day”

Noite solitária…

•12 Agosto 2008 • 22 Comentários

In the silence of my lonely room

I think of you

Night and day

(Cole Porter)

Eu ontem me senti sozinha. Não era aquela solitude com que estou acostumada, não era o prazer de estar só que sempre tenho, nada disso. Ontem o apartamento parecia imenso, grande a ponto de me perder dentro dele… E eu, tão pequenininha.

Nessas horas, não penso em coisas tristes que me acontecem, não penso nem em nada. Só uma angústia desmotivada me aperta o peito.

A Clara me ligou nessa hora e ficamos um tempo no telefone. Sabe, eu não gosto de telefone. Eu realmente não gosto de telefone. Mas a ligação da Clara sim! Ela me salvou a noite magnificamente! Foi muito gentil, muito carinhosa como sempre e a minha saudade aumenta. Fico esperando por ela como quem não espera por nada, sem ansiedade, sem temer que ela ache coisa melhor que eu na linda terra em que ela vive…

Uma coisa, na verdade, não tem bem a ver com outra… Tenho um romance, um romance com um cara, ela deve saber embora não tenhamos falado disso. Mas ele não supre a necessidade que tenho dela. E acho que se ela vier a namorar, não vai se afastar de mim por isso.

É curioso, muitas pessoas não entenderiam isso… Como se monogamia fosse uma coisa tão magnífica, como se amar nos dessa a capacidade inegável de completar outra pessoa a lhe suprir todos os desejos.

Não, não supre… Sou bissexual, sempre me entendi assim. Nunca achei que uma única pessoa me faria plena.

É entretanto na Clara que tenho pensado mais ultimamente. Minha terapeuta talvez dissesse que preciso da ilusão do sonho inalcançável pra me sentir viva. Eu pessoalmente evito problematizar isso. Prefiro viver o que ela me dá e me sinto feliz por isso.

Não sei o que criei nela, mas sei que mesmo que ela desapareça pra nunca mais, eu sempre vou me lembrar dela. Eu sei que sim.

 

Roupas que me caem bem…

•8 Agosto 2008 • 7 Comentários
Beth de cachecol

Beth de cachecol

Beth de cachecol de novo!

Beth de cachecol de novo!

Cachecol vermelho… Aliás, tudo quanto é cachecol: adoro!!!
Beth de fio dental...
Beth de fio dental…

 Fio dental… Mas só os de cintura baixa…

Só pensando nela

•7 Agosto 2008 • 4 Comentários

Eu sempre fui uma mulher doce, mas também muito pragmática.

Quando vivo uma coisa gostosa, automaticamente analiso a possibilidade de a coisa perdurar ou morrer de imediato. Concorrem para essa análise uma série de fatores: compatibilidade de gênio, tesão, compatibilidade de gosto, e, é claro, distância de residências.

Então, se tenho um encontro gostoso que culmina com sexo, no dia seguinte eu reformulo e penso no haver – ou não – possibilidade de haver mais sexo ou sexo freqüente.

Mesmo quando alguém me interessa muito, costumo descartar possibilidades se há qualquer coisa que entrave o deixar rolar. Daí, estando gostando, tomo medidas pra esquecer suavemente, sem causar impacto, sem choradeira, sem nada, pra que a boa noite com a pessoa se torne uma lembrança muito linda, quase um devaneio.

Era assim, é assim.

Mas o que não é, talvez por ser demais, é a Clara. Tivemos apenas uma manhã e me sinto sua amante, e muito sua sim-senhor. Não sei dizer porque e nem quero. O fato é que ela vive realmente muito distante de mim. Pelo que já sei, nem eu e nem ela cobramos um regime de exclusividade sexual, onde eu percebi que temos muito mais em comum do que eu pude pensar. O caso da distância então não me provoca inseguranças dessa ordem. Mas é incômodo: eu quero porque quero transar com ela… Quero mais, quero de novo, quero muito! Quero a voz dela não no telefone, mas no meu pescoço. Quero a Clara de corpo e pensamento em mim.

Coisa curiosa: casos como esse eu, em geral, esqueço: definitivamente não sou adepta de siririca virtual. E nem me esforço muito, apenas excluo do meu leque de escolhas possíveis e vou me esquecendo. Da Clara eu me esforço por não esquecer. Eu quero me lembrar dela, do corpo dela, do jeitinho dela… Pedi fotos, fotos de tudo, casa, tapete, flores, pés, familinha, tudo o que possa compor um cenário-Clara na minha mente.

Eu não quero que seja fácil, quero que não nos percamos uma da outra.